Uma novela que durou um tempo considerável no Brasil está chegando ao fim, porém, ainda há muitas situações a serem superadas quando nos referimos à tecnologia 5G.

         Finalmente houve a permissão da tecnologia no Brasil e sua implementação, sendo assim, fora realizado o leilão para descobrir quais seriam as empresas responsáveis pela distribuição da nova rede.

         Entretanto, de acordo com a Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), dos aproximadamente 5,5 mil municípios em território nacional, apenas 28 já possuem rede e legislação adequada para implementação do 5G.

         Dentre os municípios que podem receber a tecnologia, 14 encontram-se no estado do Rio de Janeiro e outros 7 são capitais. Portanto, as empresas vencedoras do leilão devem correr contra o tempo para conseguir implementar o 5G, haja vista que no cronograma espera-se a implementação da tecnologia em todas as capitais até julho de 2022.

         O leilão arrecadou 47,2 bilhões de reais, porém, de acordo com o Governo Federal, estimava-se ao menos R$ 50 bilhões. Isto ocorreu pois nem todos os lotes foram arrematados pelas empresas de acordo com a (Agência Nacional de Telecomunicações) Anatel. Já no que tange ao prazo de implantação, o 5G será acrescentado no quotidiano brasileiro nos próximos anos até o ano de 2029.

         Os valores do leilão serão destinados a outorgas para o governo e o restante direcionado às empresas para suprir défices de infraestrutura e gerar modernizações nas redes, a fim de levar a tecnologia para a maior parte do país. Ademais, o 5G seria primeiramente ofertado às capitais e, consecutivamente, implementado em cidades de até 30 mil habitantes.

         O presidente da Algar Telecom afirmou que pretende realizar a implementação do 5G o mais rápido possível, mas é preciso operar na rede para “limpar” demais frequências existentes e não ter os dados do 5G (faixa 3,5GHz) interrompidos por antenas parabólicas, sendo assim, no período de implementação começará a ser oferecido a faixa de 2,3 GHz. A qual acaba por ser semelhante a atual.

         Dentre as vencedoras, os nomes mais conhecidos são: Claro, Tim e Vivo, ou seja, algumas das principais operadoras do país.

         Conhecendo um pouco sobre as propostas de cada uma das operadas, a Claro realizou os maiores lances e pretende liderar o mercado 5G, ofertando a faixa de 2,3 GHz aos usuários. Quanto a TIM, a mesma pretende realizar um processo de limpeza na rede e iniciar a oferta do produto apenas quando puder oferecer a faixa de 3,5 GHz de velocidade. A última, mas não menos importante, a Vivo comprou tanto a velocidade de 2,3GHz, quanto 3,5 GHz, pretendendo ter certa agilidade nos serviços e focar sua oferta ao público do Norte, Centro Oeste e Sudeste do país.

         Caso verifiquemos no âmbito global, estamos atrasados no uso desta tecnologia. A era da informação encontra-se cada vez mais dinâmica e tornando os usuários da rede mais dependentes de conectividade, portanto, um momento de forte readaptação e foco nesta estrutura realmente é necessário. Com a amplitude do país é entendível o longo prazo, porém, caso seja possível a aceleração do processo será muito bem-vinda para nós brasileiros.

         Ademais, para nós consumidores também há algumas complicações. Alguns dispositivos mais antigos não possuem a tecnologia 5G inserida, sendo assim, será necessário efetuar a compra de novos aparelhos para utilizar a rede, pois apenas os dispositivos dos últimos anos possuem esta tecnologia.

         E você, caro leitor. Será que a implementação irá demorar todos estes anos ou a veremos de forma mais breve?