Com o aumento da adesão das tecnologias digitais no mundo pós-pandemia houve a necessidade de regulamentações e diretrizes a fim de proteger os dados virtuais dos usuários da rede, os quais disponibilizam informações pessoais e financeiras para empresas de diversas naturezas.

De tal forma, ocorreu em 2020 o nascimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a qual garante ao indivíduo a proteção da liberdade, privacidade e evolução natural da persona sem comprometimento da individualidade da pessoa de qualquer forma.

Apesar do foco óbvio das empresas na proteção principalmente sobre os dados de seus clientes, todo e qualquer dado que esteja vinculado aos serviços devem estar passíveis de proteção, ou seja, contra vazamentos ou usos indevidos.

Contudo, neste ano de 2022, o enfoque tornou-se ainda maior por parte das empresas e serviços online, uma vez que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) divulgou as regras de aplicação das penalidades apresentadas na LGPD, existindo também casos retroativos desde a implementação das sanções da Lei em agosto de 2021.

As penalidades são severas às empresas, bloqueando os dados pessoais de objeto da infração e multas que podem ser de 2% do faturamento da empresa ou 50 milhões de reais por infração realizada, que por sua vez são acrescidos a outro problema, os ataques cibernéticos.

As empresas que possuem em seus bancos de dados informações sigilosas e pessoais de seus clientes devem estar de acordo com a LGPD e ter total ciência da necessidade em investir na proteção destes dados para que não sejam penalizadas no caso de algum ataque.

De acordo com a PSafe, umas das principais empresas de segurança digital do mundo, apenas em 2021 na América Latina, cerca de 600 milhões de dados sensíveis foram vazados, sendo desses, 44,5 milhões utilizados para práticas de estelionato e 41 milhões bloqueados com a intenção de invadir demais redes empresariais, continuando o ciclo de vazamentos.

Tendo em vista estes dados, a Global Digital Trust Insight Survey 2022, da consultoria PWC, entrevistou 3,6 mil executivos de negócios relacionados a empresas de tecnologia e segurança de dados, estando 124 destes negócios no Brasil.

O resultado da pesquisa demonstrou que houve aumento significativo nas medidas de proteção aos dados virtuais, sendo 83% das organizações no Brasil e 63% no mundo que estão fortemente investindo na melhoria dos sistemas de segurança de dados desde 2020. Entretanto, neste ano de 2022, a pesquisa também estimou que ainda mais será gasto pelos executivos, com um aumento de aproximadamente 10%.

Em comparação, no ano de 2020, levantou-se os números de que houve aumento nos investimentos de 55% no Brasil e 57% no mundo, um número bem inferior comparado à preocupação atual.

De tal forma, a gestão de riscos digitais é fundamental para o crescimento da empresa que deseja se destacar regional ou nacionalmente, ou, simplesmente possuir dados de seus clientes. Entretanto, quanto maior o porte da empresa, maior deve ser o investimento a fim de proteger os clientes e consequentemente o negócio em si.

Além do mais, estar nos âmbitos digitais é estar suscetível a roubos e sequestros de dados, sendo assim, conter um plano de ação e gestão de riscos, além de uma equipe especializada, são pontos fundamentais para se ter uma resposta rápida quanto aos ataques cibernéticos ou mesmo impedi-los.

Destes crimes, o formato mais comum é o sequestro de dados, os quais são criptografados e bloqueados pelos criminosos, que por sua vez, requisitam uma quantia para devolução das informações. Em diversos casos, também há a solicitação de um valor adicional para que os dados além de devolvidos não sejam divulgados, complicando as respostas jurídicas perante à LGPD.

Portanto, a Assert Tech demonstra a você, leitor a importância de proteger os dados de nossos clientes, garantindo conforto e segurança para todos, principalmente quando estamos imersos em um contexto de dados pessoais e financeiros de forma unificada.