Desde o início da utilização do Pix implementado pelo Banco Central, uma nova realidade de transações financeiras tomou conta do mercado, digitalizando ainda mais os métodos de cobranças e pagamentos, sendo gratuitos à população em geral e com valores reduzidos aos empreendedores.

         O sistema de pagamentos já é utilizado por mais de 110 milhões de usuários, seja por meio dos bancos digitais ou bancos tradicionais. Ainda, de acordo com dados do próprio Banco Central, cerca de 12,8% dos sistemas de pagamento no segundo trimestre de 2021, em todo o país, ocorreram por meio do Pix, estando atrás apenas do cartão de crédito (50%) e dos boletos (14,9%). Todavia, o Pix em apenas um ano de existência já superou os métodos de transferência convencionais como: DOCs, TEDs e cheques.

         Estima-se também que no segundo trimestre de 2021, o Pix movimentou cerca de 1,1 trilhão de reais em 1,8 bilhões de transações em todo território nacional. Dentre estas modificações, existem cerca de 348 milhões de chaves Pix cadastradas, sendo 104 milhões pessoas físicas e 80 milhões pessoas jurídicas. Os números restantes tratam-se de chaves diferentes pertencentes as mesmas pessoas.

         O Pix superou as previsões do Banco Central e foi muito bem aceito pela população. Isto ocorreu em decorrência dos valores de transação gratuitos independentemente da instituição financeira e pela instantaneidade dos pagamentos que ocorrem até mesmo em fins de semana e feriados.

         Todavia, com toda grande implementação e aceite, também surgem dificuldades. No caso do Pix, no início da implementação sistemas financeiros ficaram conturbados e as instituições tiveram de se adaptar aos tempos. Ademais, diversos golpes nasceram com a novidade do Pix, tendo que ser restringida algumas das peculiaridades do sistema, como por exemplo o máximo de valor que pode ser transitado diariamente e o bloqueio de transações suspeitas que não respeitem o padrão do usuário.

         Contudo, no que se refere à nossa segurança e diminuição de crimes, qualquer modificação nunca é demais. Ainda há diversas implementações e otimizações a serem realizadas, porém, com o tempo apenas que sentiremos este efeito.

         Além da modalidade de transação instantânea atual, o Banco Central também implementou outros modos de uso do Pix, como: Pix cobrança (ou Pix boleto), Pix Saque e Pix Troco (os quais possibilitam a retirada em dinheiro de valores) e, em 2022, deve ser implementado o Pix relacionado ao débito em conta. Algo parecido à programação mensal de valores a serem debitados automaticamente.

         Outra vantagem foi que Exchanges de criptomoedas e corretoras também aderiram ao uso do Pix, facilitando os investidores e movimentando ainda mais o mercado financeiro. Empreendimentos, varejos e demais comércios também utilizam a modalidade, facilitando e otimizando os métodos de pagamento.

         O grande foco desta implementação do Pix é justamente a digitalização do sistema financeiro, para que haja mais controle das finanças e também a redução de uso do papel-moeda pela população, uma vez que com o grande salto das criptomoedas, os países buscam um modo de implementar sua própria moeda digital, extinguindo com o tempo o uso das moedas e cédulas.

         Apesar de parecer algo surreal, uma pesquisa realizada pela instituição bancária PayPal demonstrou que cerca de 80% dos brasileiros não querem mais utilizar o dinheiro físico e 93% apoiam a digitalização do real. Impressionante, não é mesmo?

         Algumas das novidades para os próximos anos também é que o Pix poderá ser utilizado para transações internacionais e contará com a possibilidade de não necessitar de conexão para efetuação dos pagamentos.

         Bom, mas não se assuste. Aos poucos as mudanças virão, o importante é não parar no tempo. Precisamos estar sempre acompanhando e nos adaptando. Para tanto, a Assert Tech continua compartilhando com você notícias referentes ao mundo financeiro e de tecnologia para que fique sempre antenado nas atuais mudanças.