A gigante do entretenimento Netflix anunciou no último mês a 1º queda no número de assinantes após uma década de projeto, visualizando ainda mais dificuldades nos próximos anos. Seria esse um prenúncio do caos ou apenas um mau momento da empresa?

          De acordo com os últimos dados revelados, a plataforma perdeu cerca de 200 mil assinantes no primeiro trimestre de 2022 enquanto esperava uma adição de 2,5 milhões de usuários.

          Este resultado abalou as estruturas da empresa e de seus investidores, gerando certa preocupação, entretanto, apenas na Rússia após a suspensão dos serviços no país com as sanções da Guerra, houve a diminuição de 700 mil assinantes.

          No contexto geral, a Netflix atualmente possui 221,6 milhões de assinantes espalhados por todo o globo e a última queda de clientes ocorrida foi em outubro de 2011.

          Sempre vemos algumas informações que anunciam a queda da empresa, com seus tantos cancelamentos, aumento de preços e medidas contraditórias para quem deseja aumentar o número de clientes, porém, o fato de que a empresa ainda está consolidada e comandando o mercado de streaming é irrefutável.

          Acontece que, com o tempo, outras empresas foram tomando o caminho das plataformas de streaming que acabou se demonstrando uma ótima saída contra a pirataria, além de ser um serviço cômodo e de grande aceitação pelos usuários.

          Com o passar dos anos, o que se tratava de uma dominância da Netflix acabou sendo ameaçada por outras plataformas como: HBO Max, Disney Plus, Prime Video, dentre tantas outras.

          Entretanto, os gestores têm encaminhado de forma eficaz a empresa e provavelmente superarão as adversidades futuras, porém, é sempre necessário inovar e se destacar no mercado para não ser apenas mais uma das tantas empresas existentes. Isso com certeza é o que definirá o sucesso futuro ou não da empresa.

          Apesar dos recentes anúncios, a receita da Netflix continua positiva e houve crescimento de 10% no primeiro trimestre de 2022, sendo o lucro obtido de US$ 7,87 bilhões, um pouco abaixo da projeção de US$ 7,93 bilhões.

          Em acréscimo, apesar da pandemia de COVID-19 ter afetado drasticamente o mundo como um todo e prejudicado diversas empresas, o seguimento de streaming tomou um caminho diferente, pois, com o isolamento social, a tendência foi com que as pessoas começassem a utilizar mais serviços residenciais, sendo assim, não apenas a Netflix, mas diversas outras plataformas de streaming tiveram um crescimento considerável na receita.

          Além do mais, a nova geração não utiliza torrents e outras funções relacionadas a downloads ilegais como a antiga geração. O streaming, tanto de vídeos, músicas e jogos se fortaleceu e tomou conta do mercado atual.

          Com isso, não apenas a Netflix, mas diversas outras empresas têm tomado o caminho dos hábitos de entretenimento do consumidor e investido cada vez mais nos seguimentos que vão além de filmes e séries, como por exemplo: shorts (assim como os vídeos do Tik Tok), programas de TV, videoclipes e etc.

          Por fim, apenas o tempo nos dirá os próximos passos da empresa, mas, em que você acredita? Estamos diante do início do fim da Netflix ou a redução dos assinantes é apenas um momento ruim da empresa que não deixará de crescer?