No dia 25 de março, a Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) compartilhou a informação de que começará aceitar criptomoedas para o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), tornando-se a primeira cidade do país a embarcar nesta nova modalidade de pagamentos digitais.

De acordo com o pronunciamento, a cidade pretende ser pioneira no que tange às criptomoedas e contará com a ajuda de corretoras especializadas para receber e transformar os valores em real posteriormente.

Ademais, o interesse sobre a possibilidade de investir e realizar pagamentos com criptomoedas tem crescido cada vez mais no mundo como um todo e os brasileiros não estão de fora, portanto, seria mais uma forma de poder ofertar praticidade de pagamentos à população, assim como dito pelo prefeito Eduardo Paes.

O secretário Pedro Paulo, também da cidade do Rio de Janeiro, expressou que a cidade propõe estimular a circulação de criptomoedas e que, provavelmente, outras formas de pagamentos de tributos além do IPTU serão disponibilizadas no futuro. Além do mais, outra classe de criptoativos seria utilizada para estimular a cultura, arte e turismo, os conhecidos NFTs (tokens não fungíveis) – também chamados de artes digitais.

Também, 2022 já está sendo reconhecido como o ano das regulamentações dos criptoativos em geral, portanto, o Rio de Janeiro apenas está sendo o pioneiro de uma tecnologia que daqui poucos meses estará consolidada em nosso país, o que, por consequência, poderá atrair as futuras exchanges (corretoras desses ativos) e demais empresas criptos que pretendem abrir sede no país, como por exemplo a Binance e a Coinbase que já demonstraram interesse.

De acordo com o Secretário do Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação da Prefeitura Municipal, Chicão Bulhões (como é chamado), a cidade do Rio de Janeiro pretende se tornar a capital dos criptoativos no brasil, demonstrando ao mundo que está de braços abertos para empresas do exterior se consolidarem na região e trazerem maiores impulsos econômicos ao país.

Contudo, vale lembrar que após a adesão em massa das criptomoedas e a criação das leis de regulamentação, as empresas deverão prestar contas ao governo e estar sempre em ordem com as futuras regras impostas pelo órgão regulador, o qual provavelmente pode vir a ser a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ou o próprio Banco Central, mas nada ainda fora definido.

Inclusive a Prefeitura do Rio de Janeiro pretende possuir fundos reservados em criptoativos, sem transformá-los em moedas fiduciárias, contendo, portanto, uma carteira digital não apenas para recebimentos, mas também para manutenção e investimentos públicos. De tal forma, o município em sua antecipação já anunciou a criação do Comitê Municipal de Criptoinvestimentos (CMCI).

Em acréscimo a todas essas questões, o Banco Central já estuda a possibilidade de criação do Real Digital que também deverá contar com sistemas semelhantes às criptomoedas, porém, com uma natureza diferente. A questão é que a evolução está ocorrendo bem embaixo de nossos olhos, talvez de forma devagar, mas o novo formato de economia digital com certeza está consolidando seu espaço.

Ainda, assim como o Rio de Janeiro, diversas cidades do país, principalmente as capitais e outras cidades mais desenvolvidas devem começar a aderir cada vez mais e cada vez mais rápido aos criptoativos, pois o interesse da população tem crescido todos os anos e, atualmente, estima-se que 3 milhões de brasileiros já investem em algum tipo de tecnologia cripto.

E você, está preparado para todas essas mudanças? Já investe em criptoativos? Conte para nós da Assert Tech aqui nos comentários.